Os Parafusos da Eficiência

O que você achou deste post?

Não há dúvidas fato de que a Revolução Industrial foi um dos principais períodos de transformação da história da Humanidade. Como conseqüência à sociedade moderna, observou-se o abandono do estilo de vida anteriormente associado à economia de subsistência, à Agricultura e Pecuária, e o êxodo, em massa, da população rural em direção aos grandes centros industriais, fenômeno este que se prolonga até aos dias de hoje.

Nestes então “templos do capitalismo”, o conceito de produção em série, introduzida por Henry Ford e disseminada em praticamente todos os segmentos da indústria, levou trabalhadores a assumirem funções cada vez mais especializadas e autômatas, visando uma busca incansável por produtividade.

Filmes de grandes gênios da história da 7ª Arte, como Charles Chaplin, teceram críticas fortes às atividades mecânicas e repetitivas decorrentes do capitalismo industrial, em que o Carlitos representava, o trabalhador que se reduzia à sua função de “apertar parafusos”. Desde Carlitos em 1936, já se passaram 75 anos, contudo, essa realidade estende-se até hoje, e vemos e vivemos cenas que nos remetem a esse passado industrial:

• Grandes concentrações urbanas
• Trânsito caótico
• A pressão por resultados e por produtividade sob os indivíduos
• O tempo que parece estar cada vez mais curto para todos
• A falta de foco e de eficiência

O mundo evoluiu muito, desde a Revolução Industrial, mas até hoje, mesmo com os esplêndidos avanços da findada era da informação, reforçados agora com a era da colaboração, continuamos convivendo com grande parte destes métodos antiquados e auto-impostos por uma cultura de trabalho intensivo, que nós mesmos criamos. Continuamos nos submetendo a atividades mecânicas e repetitivas: no trânsito, em reuniões desnecessárias, na maneira como fazemos uso do pouco tempo livre de que dispomos. Mesmo sob pressões enormes por produtividade, ainda nos deslocamos todos os dias, por grandes distâncias, desde a casa até a empresa, e desde a empresa até a casa.

Uma rotina desgastante e, pasmem: mesmo não havendo parafuso algum mais por apertar, na maioria das empresas!

Eis que os parafusos desapareceram. Mas existem outras coisas para serem ajustadas, quando o assunto é aumentar resultados. A questão já é muito menos relacionada com o “onde trabalhamos” e muito mais com o “como trabalhamos”, com nossa capacidade de foco e de atingir resultados com maior eficiência.

Na era em que vivemos, a produtividade depende muito mais da colaboração e, portanto, os métodos que adotamos para romper as barreiras do trânsito, estresse, e a falta de tempo são mais importantes do que nunca. A especialização do trabalho foi muito importante até agora, porém, nos tornamos “especialistas sem foco” e acabamos por aplicar muito mal o nosso recurso mais valioso: o tempo.

Reavaliando esta perspectiva, podemos começar por ajustar a maneira como convivemos com o trabalho, tanto como gestores, como colaboradores. Eia algumas perguntas importantes que cada um de nós pode se fazer:

• Como posso ser mais eficaz na maneira como trabalho?
• Como posso perder menos tempo em atividades desnecessárias?
• Se há tecnologia abundante, como aplicá-la para gerar mais resultados para a empresa e, simultaneamente, mais bem-estar para os colaboradores?

Hoje, os “parafusos” a serem ajustados não estão mais nas empresas, nem nas indústrias. Os “parafusos” a serem ajustados estão, em sua maioria, em nossas cabeças, nos processos de trabalho que adotamos, em nossa maneira de resolvermos os desafios e alcançarmos nossos objetivos. Você escolhe: usar a tecnologia para “resolver tudo sozinho” ou usar a tecnologia para colaborar. Aqui está a diferença entre consumir seu tempo com todas as atividades, ou se focar naquilo em que você é bom e coordenar as demais atividades com outros “colaboradores”.

A adoção do trabalho à distância e de assistentes virtuais (remotos) são alguns dos catalisadores de Produtividade e Qualidade de Vida, uma vez que levam à valorização do tempo e das capacidades ótimas de cada profissional. Menos perda de tempo, menos tarefas repetitivas e mais foco se converte em mais tempo para o que realmente importa para você.

As tecnologias assíncronas como o email e internet abriram novas possibilidades para o trabalho flexível, permitindo que o trabalho não precise ser feito numa sala de reuniões, nem precise sequer ser realizado dentro da empresa. Ao mesmo tempo em que o trabalho deixa de ser executado dentro da empresa e passa a ficar mais “próximo”, em nossos bolsos e em nosso home-office, temos também a oportunidade de harmonizar melhor nossa vida pessoal com nossa vida profissional.

Para finalizar, reflitamos: Por que temos que nos deslocar para a empresa, se não há mais parafusos por apertar? Pense nisto, na próxima vez que estiver se deslocando até sua empresa. Depois, pense sobre como você pode focar esforços naquilo que você é bom e aplicar modalidades de Trabalho Flexível e o uso de Assistentes Virtuais para reassumir o controle de sua vida e de seu tempo, de uma vez por todas.

Ajuste sim os parafusos que melhoram simultaneamente sua Produtividade e sua Qualidade de Vida!

Alexandre Borin Cardoso
CEO da Prestus, Consultores e Assistentes Pessoais 24h, e Conselheiro do CETEL – Centro de Estudos de Teletrabalho e Trabalho Flexível, da BSP – Business School São Paulo.


Avatar

Sobre Alexandre Borin

Alexandre Borin é CEO da Prestus®, empresa líder desde 2009, em Assistentes Virtuais e Secretárias Compartilhadas 24 horas. Depois de atuar por 8 anos na Ericsson Telecomunicações, indo de trainee a diretor em menos de 2 anos, foi do acúmulo de responsabilidades que teve a grande ideia e decidiu deixar o cargo para fundar a Prestus®, que comercializa o Número Mágico, um número de telefone exclusivo, para você receber e direcionar as chamadas que não pode atender do seu celular ou fixo. Sempre que seu telefone toca, toca e ninguém atende, nossas secretárias compartilhadas atenderão remotamente suas ligações, direcionando as solicitações e pedidos do cliente por email para você, garantindo os seus negócios. Em menos de 1 ano a Prestus® ganhou um Prêmio de Inovação, dezenas de clientes e foi capa da revista PEGN (Setembro/2010). Borin é formado pela UNICAMP em Engenharia Elétrica (curso que iniciou no ITA, em 1995), pós-graduado em Marketing, e MBA Executivo pelo IBMEC. http://www.linkedin.com/in/alexandreborin

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.